terça-feira, abril 06, 2010

Os Velhos - Lisboa, Cidade Triste E Alegre 1959



Em suma: somos os velhos,
Cheios de cuspo e conselhos,
Velhos que ninguém atura
A não ser a literatura.

E outros velhos, (os novos
Afirmam-se por maus modos
Com velhos ). Sencetude
É tempo e não virtude...

Decorativos? Talvez...
Mas por dentro «era uma vez...»


Velhos atrozes, saídas
De tugúrios impossíveis,
Disparam, raivoso, o dente
Contra tudo e toda a gente.

Velhinhas de gargantilha
Visitam o neto e a filha,
E levam bombons de creme
Ou palitos «de la reine»

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